
“Há dias que não sei o que me passa, eu abro o meu Neruda e apago o sol, misturo poesia com cachaça e acabo discutindo futebol”
Do que mais me vale: compactuar somente de informações contemporâneas a mim, ou tentar aprofundar-me nos conhecimentos acerca dos meios que justificam meus fins?
Ontem, mais um dia de Domingo, acordei às 9h30. Levantei por volta das 10 e dirigi-me à cozinha, onde a mesa de café-da-manhã já havia sido posta. Café – claro! -, leite, geléia, bolo, pão e jornal (sem esquecer que esses dois últimos estavam recém-saídos do forno). Conversas matinais em família: amenidades, somente. Papo vai, papo vem e a tranqüilidade típica dos finais de semana se abate. Porém, algo pungente me diz – bem lá no fundo da consciência – que tenho um compromisso com aquela pilha de papel impresso que se põe à minha frente.
Sorvo meu último gole de café já frio e entrego-me à leitura. Primeiro, dou uma olhada nas manchetes da capa. Depois, verifico se há em seu interior algo que me possa ser passado de importante sobre Política Nacional ou Internacional, Economia e Cultura.
No primeiro caderno: ‘Bolsa NASDAQ’ – Tudo vai mal...
Já no segundo: ‘Música na MAM’ – Opa! Tudo vai bem então!
Na ‘Revista da TV’ – Fulano mata Ciclano.
E na ‘Página Policial’ – Também.
Percebo uma dicotomia: como pode tanta velocidade e variedade de informações sobre um velho mundo que já conheço? Nada é novo e tudo me comove. Ao pé-da-página, leio sobre o terremoto que já matou mais de 1.000 no sul asiático. Sensibilizo-me. Tanto, a ponto de não mais querer compartilhar do meu dia bonito de sol com esta suposta realidade que tanto me atordoa. Fecho a folha e vou à internet. No entanto, a home é mais um on-line. De que me serviu, afinal?
Ontem, mais um dia de Domingo, acordei às 9h30. Levantei por volta das 10 e dirigi-me à cozinha, onde a mesa de café-da-manhã já havia sido posta. Café – claro! -, leite, geléia, bolo, pão e jornal (sem esquecer que esses dois últimos estavam recém-saídos do forno). Conversas matinais em família: amenidades, somente. Papo vai, papo vem e a tranqüilidade típica dos finais de semana se abate. Porém, algo pungente me diz – bem lá no fundo da consciência – que tenho um compromisso com aquela pilha de papel impresso que se põe à minha frente.
Sorvo meu último gole de café já frio e entrego-me à leitura. Primeiro, dou uma olhada nas manchetes da capa. Depois, verifico se há em seu interior algo que me possa ser passado de importante sobre Política Nacional ou Internacional, Economia e Cultura.
No primeiro caderno: ‘Bolsa NASDAQ’ – Tudo vai mal...
Já no segundo: ‘Música na MAM’ – Opa! Tudo vai bem então!
Na ‘Revista da TV’ – Fulano mata Ciclano.
E na ‘Página Policial’ – Também.
Percebo uma dicotomia: como pode tanta velocidade e variedade de informações sobre um velho mundo que já conheço? Nada é novo e tudo me comove. Ao pé-da-página, leio sobre o terremoto que já matou mais de 1.000 no sul asiático. Sensibilizo-me. Tanto, a ponto de não mais querer compartilhar do meu dia bonito de sol com esta suposta realidade que tanto me atordoa. Fecho a folha e vou à internet. No entanto, a home é mais um on-line. De que me serviu, afinal?

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