
Um dia, meu amigo Vinicius me disse: “Sabe que há dias que não sei o que me passa? Eu abro o meu Neruda e apago o sol, misturo poesia com cachaça e acabo discutindo futebol...”
Disse que neste dia acordou animado, revigorado após a semana de orgias literárias, tomou um bom banho, misturou o primeiro trago do cigarro à primeira golada do café. Mirou a janela da vizinha, Norma: mulher jovem, tenra, linda! Achou tudo muito bonito. “Mais tarde tem uma cervejinha me esperando à beira da praia!” – exclamou em pensamento.
Ali em baixo, o pessoal da Glicério já se preparava para desarmar a feira-livre de todo Sábado.
Vinicius pensou em fazer um peixinho, só para ‘tirar o gosto’. Desceu e correu para a banca. O peixe veio embrulhado no jornal de datava de Quinta-feira.
Lembrou-se daquela notícia que, no Jornal Nacional, tanto mobilizou o país: Corrupção na Câmara. Mas que hoje lhe parecia tão pouco fresca, ultrapassada, tão ‘amoníaca’ – como ele mesmo gosta de chamar tudo aquilo que já oxidou no tempo, o que não é mais.
E pensou: “É, realmente, o jornal de hoje embrulha o peixe de amanhã”.
Ali em baixo, o pessoal da Glicério já se preparava para desarmar a feira-livre de todo Sábado.
Vinicius pensou em fazer um peixinho, só para ‘tirar o gosto’. Desceu e correu para a banca. O peixe veio embrulhado no jornal de datava de Quinta-feira.
Lembrou-se daquela notícia que, no Jornal Nacional, tanto mobilizou o país: Corrupção na Câmara. Mas que hoje lhe parecia tão pouco fresca, ultrapassada, tão ‘amoníaca’ – como ele mesmo gosta de chamar tudo aquilo que já oxidou no tempo, o que não é mais.
E pensou: “É, realmente, o jornal de hoje embrulha o peixe de amanhã”.

2 comentários:
Só pra dizer que amei...
bjos e saudades!
O melhor é ver isso tudo escrito no papel..Com letra ilegível e tudo mais. rs
Amo-te.
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