Te amo de um jeito nunca antes pensado. Que tampouco fora desejado.
Mas, olha que engraçado: agora que você está, parece-me ter
sido sempre o inimaginado, o sequer cogitado, não ser esta nova eu que se
encontra todos os dias em você.
O que antes agredia e repelia, como dia a dia, dificuldades,
mesmices, chatices, intimidades, repetições, inexistem. Ou, ainda que presentes,
do rosto me arrancam sorriso e o peito inflam com um misto de orgulho e
gratidão à sorte.
E mesmo em épocas de insegurança, chateações e muitas demandas,
quando a chance de ver certo desânimo se instalar aumenta, a vida em mim é
retomada quando paro, respiro, relaxo, te olho e me dou o tempo necessário para
perceber as felicidades que me cercam: ter você e toda essa liberdade de agir, pensar,
falar e sentir.
Sem meias palavras, sem ilusão, sem filtros nas retinas que
nos impeçam de ver as coisas tais quais sejam e de fazer por elas o que
pretendemos para nós.
Te amo doce, cálida, feroz e simplesmente.

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