Talvez,
aos 27-quase-28 anos, eu já esteja um pouco senhora de idade e de mim mesma para
falar de infância, mas voltar a ela é entender as coisas como são, sem as
lentes da maturidade, as mesmas incapazes de enxergar irrealidades.
É tornar
a acreditar que componho meu destino com as notas que de mim foram extraídas
durante a vida. Das lembranças, das sensações, das visões e dos sonhos. Das
experimentações sem fim, que, precocemente, me fizeram conhecer os delírios do
calor e o cansaço do frio.
Quando
aprendi a analisar as coisas e pessoas? Não sei. Quando aprendi a falar-lhes
sobre essas descobertas? Tampouco. Mas, quando parei para pensar no que
pensava, enlouqueci.
Assim,
tenho a certeza de que, quando velha eu for, lembrarei de uma vida, da minha
história, que a ninguém mais pode fazer sentido, que não àqueles que me conheceram.

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