
A cada galopar do tempo, percebo o quão solitário somos todos nós. E com isso começo a pensar que o revés também me pode ser favorável. Sou sozinha por natureza. Ando, corro, nado, voo, sempre desbaratinada, em busca do que pode ser meu. Entrego-me à vida, esperando que ela faça o mesmo por mim.
Mas, num movimento contrário, começo a ter medo daquilo que sempre acontece: de perder – ou abrir mão – de um bem mais que valioso, que não me fora dado, mas que fora, sim, conquistado. Por que, como que por ingratidão, jogar fora os frutos plantados pelas minhas próprias mãos? Então, começa a lampejar à minha frente a possibilidade de um ser diferente. Não de mais amor, porém de mais pariedade. De mais coligação com outro ser, que me quer, que quer me entender, que me deseja – independentemente da forma que eu assuma. Cabe a mim, nessa hora, não ter medo, não fugir, não mascarar, e, sobretudo, não exagerar.
Para bom entendedor (eu mesma, neste caso), isso basta. No mais, seria de tudo mais um de meus excessos.
Mas, num movimento contrário, começo a ter medo daquilo que sempre acontece: de perder – ou abrir mão – de um bem mais que valioso, que não me fora dado, mas que fora, sim, conquistado. Por que, como que por ingratidão, jogar fora os frutos plantados pelas minhas próprias mãos? Então, começa a lampejar à minha frente a possibilidade de um ser diferente. Não de mais amor, porém de mais pariedade. De mais coligação com outro ser, que me quer, que quer me entender, que me deseja – independentemente da forma que eu assuma. Cabe a mim, nessa hora, não ter medo, não fugir, não mascarar, e, sobretudo, não exagerar.
Para bom entendedor (eu mesma, neste caso), isso basta. No mais, seria de tudo mais um de meus excessos.

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