segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Endorfinas


O que me faz viver é o mesmo que me tira da vida. O ar que respiro é o mesmo que envelhece minhas células. A água, tão necessária para o meu corpo, é que me enche de hidrogênio, fazendo assim com que eu me torne tão perecível e datado quanto o universo. A cerveja que aos montes sorvo, a mesma que me dá inspiração para libertar um tanto de mim, é a mesma que mata lenta e gradualmente meus neurônios. Neste caso, substituo com glória e louvor a quantidade deles pela qualidade de pensamentos que me proporcionam. E com ela, vêm toda a aflição de viver. De saber-me. Isso é uma enxurrada de endorfina no meu organismo, sim, de fato, eu sei!

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