terça-feira, 21 de outubro de 2008

Ainda


Beirando um colapso nervoso, a semana passada foi de muito estresse, chateação, reflexão e cara (e murros) na parede.

A medida que o tempo passa, eu me distancio do que eu pensava que era. Mas o que eu era? Será que chegava a ser alguma coisa? Só sei que escrevi isso:


Então a vida é isso: Pão e Circo? Esta expressão nunca me fez tanto sentido... trabalho, estresse, fixação, sem descanso.

Fora de casa, sem mãe, sem cachorro, descontando em quem eu deveria só amar tudo aquilo que me choca ao longo do dia.

Sem ouvidos a quem me tem nas veias. Sem tempo aos predicados de quem se faz necessária. Sem poder atender às necessidades do corpo, que dirá da alma. Sem livros, sem músicas, só contemplando cenários belos, que passam despercebidos.

O corpo que não responde.

A sombra do pai que paira diante do espelho. O medo de como ele se tornar e não superar a enxurrada da vida.

Da Vida.

Quadros que pairam no campo de visão. A conversa entre amigos sob desconfiança plena. Esperando o porvir, mas sem acreditar em nada que não seja o hoje somente. A vontade de falar mal de tudo. De ser diferente de todos, inclusive de mim mesma. O cansaço de ver que o tempo passa e eu não mudo – sempre a incerteza de se saber insuficientemente adulta, e o pior: saber que isso é para sempre.

E daqui, volta a ser tudo igual: a vida é pura e simplesmente assim, esgoto ‘in natura’ jogado ao mar claro.

Isso não é uma visão pessimista da vida, mas por hora desejo tomar um chope em companhia de Schopenhauer. E só ele. Ou com pessoas que saibam ou suponham a dureza dos fatos e não tentem refutá-la com vodca de limão ou licor de Amarulla.

Ainda me choco com este velho mundo que tanto conheço. Ainda me choco com a improbabilidade da vida. Ainda me choco.

Com tão pouco sentido em nada.

Um comentário:

Nah disse...

Adorei amore..
que saudade de te ler!!!

E q saudade de vc tbm...hahaha

Beijos querida!!