
Vivemos como se tudo fosse ‘pegar um carro para avançar a distância de 100 metros’.
Envolvemo-nos em engarrafamentos, simplesmente por não querer dar passos largos em direção ao ponto de chegada - preferimos que o motor o faça.
E, por isso, perigamos nos atrasar para um compromisso importante ou para o encontro inevitável.
Irritando ao próximo e a nós mesmos, deixamos de exercitar as pernas também.
Mas ainda assim, há uma reles ilusão que tenha sido uma esperta decisão.
Tão bonito ter tempo e espaço para avistar detalhadamente o que é imperceptível ao volante. Ler. Escrever. Entender o que se passa no entorno e qual é o seu próprio papel ante uma cidade / bairro / rua que lhe cerca diariamente e, com a mesma freqüência é negligenciado por nosso olhar tão gélido.
E tudo isso por quê?
Porque, cansados por antecipação, não nos damos ao trabalho de encontrar a justa medida entre as necessidades da alma em confronto com a fadiga que o corpo insiste em apresentar.
Envolvemo-nos em engarrafamentos, simplesmente por não querer dar passos largos em direção ao ponto de chegada - preferimos que o motor o faça.
E, por isso, perigamos nos atrasar para um compromisso importante ou para o encontro inevitável.
Irritando ao próximo e a nós mesmos, deixamos de exercitar as pernas também.
Mas ainda assim, há uma reles ilusão que tenha sido uma esperta decisão.
Tão bonito ter tempo e espaço para avistar detalhadamente o que é imperceptível ao volante. Ler. Escrever. Entender o que se passa no entorno e qual é o seu próprio papel ante uma cidade / bairro / rua que lhe cerca diariamente e, com a mesma freqüência é negligenciado por nosso olhar tão gélido.
E tudo isso por quê?
Porque, cansados por antecipação, não nos damos ao trabalho de encontrar a justa medida entre as necessidades da alma em confronto com a fadiga que o corpo insiste em apresentar.
((Veja bem, não falo aqui somente de veículos propriamente ditos e, sim, traço uma metáfora entre o corpo e a alma. Dois, que, imantados em um só ser, traduzem o que fomos, o que somos e o que estamos em via de nos tornar.))

Um comentário:
adorei!
em que buraco esconderam o verbo "contemplar"?
e a lacuna de roberta que ficou no corredor da facha às três horas da tarde! só ficou o copo de plástico sem cafézinho preu filar...
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